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Apresentação

0RUI PORFIRIO 2013
 

O presente site tem como objectivo informar os Cidadãos da União das Freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião. Pretendemos que este site seja em espaço dinâmico e aberto aos cidadãos e colectividades.

O Executivo ao lançar este projecto, que dignificará a Freguesia e permitirá maior aproximação entre os eleitos e os cidadãos, pretende reforçar a informação e utilizar um dos meios privilegiados de aproximação e de ligação aos cidadãos no sentido de proporcionar informações sobre actividades, projectos, realizações e dificildades da Junta de Freguesia.

Estaremos sempre ao seu dipôr,

O Presidente

Rui Porfírio

Oliveira do Castelo

oliveira

Memória Descritiva dos Símbolos Heráldicos

Castelo – Representa o Castelo de Guimarães, Monumento Nacional do séc. X. Ao centro tem a Torre de Menagem mandada erguer pela Condessa Mumadona, cerca do ano 962. É bem possível que tenha sido o local onde nasceu D. Afonso Henriques.

Oliveira – Simboliza a oliveira existente no Largo da Oliveira. Existia, em tempos distantes, uma oliveira que se dizia trazida do jardim das oliveiras, em Jerusalém, por um mercador da Terra Santa. Essa oliveira secou. Mas quando o mercador mandou vir da Normandia o Cruzeiro, que desde o século XIV se ergue junto ao padrão, a oliveira verdejou três dias depois de colocado e nunca mais secou.

 

Caracterização 

Das freguesias citadinas esta é a maior em dimensão, dominada pelo Centro Histórico. Nos últimos anos, tem sido alvo de valorização urbanística e patrimonial integrada, que lhe valeu o título de Património Cultural da Humanidade (2001). Enquanto centro dinâmico da cidade, simultaneamente é a freguesia onde se encontram os mais emblemáticos monumentos vimaranenses. Delimitada por Azurém (a norte), Costa (a nascente e sul), São Paio (a poente) e São Sebastião (a sul).

 

Síntese Histórica 

Guimarães, desenvolveu-se à volta de dois pólos geradores e aglutinadores, o castelo e a Colegiada, que se fundiram por ordem de D. João I, em 1389. É à sombra do castelo e do mosteiro, que nascem os dois focos de povoamento organizados como resposta às solicitações de protecção religiosa e defensiva do burgo e das populações vizinhas. Nesta vila bipolar e policêntrica, começaram-se a organizar vários eixos de circulação, através da abertura de arruamentos e construção de edifícios, que aí se foram estruturando. No século XIV, D. João I manda construir uma nova igreja, cujas obras no templo e no claustro ainda decorrem no primeiro quartel do século XV; também neste período, e por intercessão do mesmo rei se inicia a edificação da Casa da Câmara. No claustro da Colegiada constrói-se a capela de São Brás (1419-1421); no Largo da Igreja da Oliveira, edifica-se o padrão em honra de Santa Maria. Dá-se início à construção da residência senhorial do 1º Duque de Bragança. No século XVI, a Colegiada é ampliada com a construção de uma torre na sua fachada principal, aí se instalando a capela tumular dos Pinheiros. a Colegiada transformara-se na Idade Média, num grande centro religioso, aonde afluíam imensos romeiros e peregrinos. em 1549, é lançada a primeira pedra para a construção do convento de Santa Clara (actual edifício da autarquia). A sua construção e a abertura do novo largo, junto à rua de Santa Maria, levou à demolição de casas, pardieiros e quintais. a Colegiada desde a Idade Média, inseria-se no centro vital de Guimarães. A igreja e a praça contígua, denominada de Santa Maria, polarizavam os interesses da população urbana. Essa praça era um espaço privilegiado da sociabilidade onde conviviam, lado a lado, o sagrado e o profano. A praça de Santa Maria era palco de cerimónias religiosas, local onde se efectuavam transações comerciais e se apregoavam as obras camarárias e que, ao mesmo tempo, se apresentava como um centro de decisão política. Nos finais do século XVII, funda-se o Convento do Carmo, com magnífica talha, que ainda hoje podemos admirar, da oficina bracarense de José Alvares de Araújo (1746). Digno de registo de arquitectura civil brasonada são por exemplo, entre outros, a Casa do Arco, a Casa dos Coutos, Casa dos Carvalho e a Casa dos Lobos Machado. [Autoria: António José Oliveira]

 

Padroeiro/Festividades

N. Sr.ª Oliveira (Padroeira – 14 Ago.), Sto. António (13 Jun.), Procissão Corpus Christi (Corpo de Deus), Nossa Sra. da Guia (1º domingo Set.), Sr. dos Desamparados (2º domingo Set.) e S. Dâmaso (11 Dez.).

 

Património Cultural Imóvel

Castelo Medieval, Antigos Paços do Concelho, Igreja da Colegiada N.ª Sr.ª da Oliveira, Padrão do Salado, Capela de S. Miguel do Castelo, Paço dos Duques de Bragança, Muralha (resquícios) e Cruzeiro de N.ª Sr.ª da Guia (Monumentos Nacionais); Capela de Santa Cruz, Casa dos Lobos Machado (Imóveis de Interesse Público); Casa das Rótulas (Imóvel de Interesse Municipal); Capelas: St.º António e Nossa Sr.ª da Guia, Oráculo do Sr. dos Desamparados, Tribunal, Posto Turismo, Convento de Santa Clara (Edifício da Câmara Municipal), Igrejas: S. Dâmaso e do Carmo, Chafariz do Carmo, Oratório de N.ª Sr.ª de Fátima, Casa dos Laranjais, Ruas: St.ª Maria, Egas Moniz, Arcela e Rainha D. Maria II, Pç. de S. Tiago, Lg. da Oliveira, diversos monumentos evocativos: Mumadona, D. Afonso Henriques, Martins Sarmento, Alberto Sampaio, João Franco e Gil Vicente e Casas Brasonadas.

 

Locais de Interesse Turístico

Património Cultural Imóvel e Centro Histórico (Património Cultural da Humanidade – UNESCO)

 

Eventos

Dia da Elevação a Cidade e da Freguesia (22 de Junho), Dia da Batalha de São Mamede (24 de Junho) e Nicolinas (Novembro/Dezembro).

 

Artesanato

Bordado, Pintura a carvão, Artes Plásticas, Ferro.

 

Filhos Ilustres da Terra 

João Baptista Felgueiras – Magistrado, Ministro e 1º proc. geral da coroa (1787-1848); Alberto Sampaio – Historiador (1841-1908);

Rodrigo Teixeira de Menezes – Advogado (1845-1883); Mário D. Pinto de Castro – Médico (médico dos pobres) e sub-del. saúde (1894-1973); Emídio Guerreiro – Professor e político (1899-2005); Domingos Torcato Ribeiro Almeida – Fundador da “Campeão Português” (1927-2004); José de Guimarães – Artista Plástico (1939)

 

Freguesia em Números

Área (i): 69,30ha

Abastecimento de Água – Rede Pública (ii): 100%

Saneamento Básico (ii): 100%

Iluminação Pública (ii): 100%

Transportes (ii): TUG

Habitantes (iii): 3265 (H-1515 M-1750) Eleitores (iv): 3212 (H-1483 M-1729)

Alojamento (iii): 1685                           Famílias (iii): 1257

Faixas Etárias (iii): 0/14-450 15/24-323 25/64-1811 65 ou mais-681

Habilitações (iii): Nenhuma-406 Básico-1751 Secundário-513 Superior-595

[Fontes: i. Câmara Municipal Guimarães; ii. Junta Freguesia; iii. INE Censos 2011; iv. DGAI]

 

Serviços 

Estação Serviço, Posto Abast. Combustíveis, Farmácias, Clínicas, Consult. Médicos, Laboratório Análises Clínicas, Bancos, Multibancos e Unidades Alojamento.

 

Equipamento e Serviço Social

Sede Junta, Creches (4), Jardins Infância (3), EB1 (c/Cantina Escolar), EB2/3 (c/Cantina Escolar) e Esc. Sec. (c/Cantina Escolar), Centros Formação (3), Centro Artes e Espectáculos, Polidesportivo, Gimnodesportivo, Capelas Mortuárias, Apoio Domiciliário, Lares/Centos Dia, Centro Social e Paroquial. Museu Alberto Sampaio, Biblioteca e Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Posto Turismo, Câmara Municipal, Tribunal e Estabelecimento Prisional.

 

Párocos

José Carvalho (Tel.: 253416144)

Domingos Oliveira – S. Dâmaso (Tel.: 966008922)

 

Destaque

Colina Sagrada

O Castelo de S. Mamede foi mandado edificar pela Condessa Mumadona, na 2ª metade do séc. X, para protecção dos religiosos do mosteiro que criou, no local onde hoje está a Colegiada. A actual fortificação é o produto, na sua quase maioria das profundas remodelações que sofreu ao longo do séc. XII, no tempo de D. Afonso Henriques, e nos séculos XIII e XIV, durante o reinado de D. Dinis. Há, ainda vestígios de uma fase um pouco mais antiga, que se poderá atribuir aos finais do séc. XI (ao governo do Conde D. Henrique). A igreja românica de S. Miguel é a antiga paroquial da vila “alta” de Guimarães. Foi sede da paróquia que lhe deu o nome. Está associada aos primórdios da fundação de Portugal, pois segundo a tradição terá sido aí que foi batizado D. Afonso Henriques. O imponente Paço dos Duques de Bragança foi erigido por D. Afonso, filho bastardo de D. João I, e por ele legitimado em 1401. D. Afonso foi desde 1442 o 1º Duque de Bragança. A data em que se deverá ter iniciado a construção do Paço dos Duques, não é uniforme para todos os autores, dividindo-se estes entre 1412, 1414 e 1420. O último habitante do Paço dos Duques foi D. Duarte (1541-1576). A partir de 1576 e com a maior protuberância do Paço de Vila Viçosa, inicia o seu processo de decadência que culminará com a sua adaptação em 1807, para quartel militar, e por fim à sua reconstrução, no séc. XX. [Autor: António J. Oliveira]

São Paio

spaio

 

 

Memória Descritiva dos Símbolos Heráldicos

Igreja – Representa a Igreja românica.

Palma – Símbolo de São Paio (Padroeiro da freguesia).

 

Caracterização

São Paio localiza-se na parte noroeste da cidade, formando o núcleo urbano de Guimarães e parte do centro histórico. É delimitada pelas freguesias de São Sebastião, Oliveira do Castelo, Creixomil, Azurém e Fermentões. Esta freguesia resulta da expansão da urbe medieval, integrando algumas das artérias que permitiam o acesso ao espaço intramuros de Guimarães, como por exemplo, a actual rua D. João I (antiga rua de Gatos e São Domingos) e a rua Francisco Agra (antiga rua Santa Luzia). O largo do Toural recentemente intervencionado é um espaço urbano de confluência da população vimaranense, desde há vários séculos, com característicos edifícios designados de “frente pombalina”. Nas últimas décadas, esta zona urbana foi perdendo população, tendo-se instalado variados equipamentos sociais e comerciais, nomeadamente instituições bancárias e hotéis.

 

Síntese Histórica

Como as restantes freguesias da urbe vimaranenses, São Paio teve uma instituição paroquial tardia, possivelmente no século XIII. A demolição da igreja de S. Paio, em 1914, fez com que a igreja do extinto Convento de São Domingos assumisse funções de paroquial desta freguesia. Trata-se, actualmente, de uma igreja conventual gótica, com planta de cruz latina, de três naves de quatro tramos, com cabeceira tripla. Sobre a arcada do claustro de cariz gótico, a Sociedade Martins Sarmento construiu em 1889, a galeria que serve actualmente de museu arqueológico. Nos meados do século XX, nos trabalhos executados durante o restauro da Igreja de São Domingos, pela Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, foram desmontados os altares que se encontravam encaixados nas paredes das naves laterais e nas paredes testeiras do transepto, o que provocou o desaparecimento de muita obra de talha. Possui ainda, um órgão de tubos da segunda metade do século XVIII. Ao lado deste convento masculino, encontra-se a Capela da Venerável Ordem Terceira de São Domingos com um retábulo-mor neoclássico. Digno de registo de arquitectura civil brasonada é a Casa do Proposto e seu jardim, de planta em L, que nos inícios do século XVIII ganha a configuração actual. Destaca-se ainda, a alpendrada Capela de Santa Luzia, seiscentista. [Autoria: António José Oliveira]

 

Património Cultural Imóvel

Claustro da Igreja de S. Domingos, 2 Marcos Miliários Romanos da Via entre Braga e Guimarães (Monumentos Nacionais); Igreja de São Domingos, Prédio 113 da Rua Egas Moniz, Edifício da Misericórdia, Rua D. João I (Imóveis de Interesse Público); Casa do Proposto e jardins (Imóvel de Interesse Municipal); Igrejas: Ordem de São Domingos, Misericórdia e Santa Luzia, Capelas (2), Nicho, Solares e Alminhas.

 

Padroeiro/Festividades

S. Paio (Padroeiro) e Sta Luzia (13 de Dezembro).

 

Locais de Interesse Turístico

Estádio D. Afonso Henriques, Sociedade Museu Martins Sarmento, Largo do Toural, Igrejas, Plataforma das Artes e da Criatividade e Casa da Memória (Exposições).

 

Eventos

Festas Gualterianas (Julho/Agosto), Nicolinas (Novembro/Dezembro), Festivais Gil Vicente (Junho) e Guimarães Jazz (Novembro).

 

Filhos Ilustres da Terra

Francisco Ribeiro Martins da Costa (Francisco Agra) – Médico, proprietário abastado, político (1834-1901)

Bernardo Pinheiro Correia de Melo – Conde de Arnoso, escritor (1855-1911)

José Lopes Faria – Historiador local (1860-1944)

Abel Salazar – Médico, professor, investigador (1889-1946)

Alberto Vieira Braga – Etnógrafo, Arqueólogo, historiador, auto-didacta, industrial, comercial e muito ligado ao movimento associativo (1892-1865)

José Maria Pereira Castro Ferreira – Médico, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães e membro dos corpos sociais de várias instituições (1904-1993)

 

Freguesia em Números

Área (i): 45,43ha

Abastecimento de Água – Rede Pública (ii): 100%

Saneamento Básico (ii): 100%

Iluminação Pública (ii): 100%

Transportes (ii): TUG

Habitantes (iii): 2896 (H-1325 M-1571)

Eleitores (iv): 3058 (H-1410 M-1648)

Alojamento (iii): 1456

Famílias (iii): 1153

Faixas Etárias (iii): 0/14-237 15/24-302 25/64-1670 65 ou mais-687

Habilitações (iii): Nenhuma-378 Básico-1788 Secundário-381 Superior-349

[Fontes: i. Câmara Municipal Guimarães; ii. Junta Freguesia; iii. INE Censos 2011; iv. DGAI]

 

Equipamento e Serviço Social

Creche, Jardim de Infância, Escola Secundária (com Cantina Escolar), Escola Profissional, Escola Artística, Polidesportivos (2), Gimnodesportivos (3), Estádio Municipal, Campos de Ténis, Centro Social (com Centro de Dia e Lar para Idosos), Sede da Junta de Freguesia, Capela Mortuária e Apoio Domiciliário (Casa do Povo de Creixomil, Associação Fraterna e Santa Casa da Misericórdia).

 

Serviços

Entidades Hoteleiras, Posto de Abastecimento de Combustíveis, Farmácia, Clínica, Consultório Médico, Laboratório de Análises Clínicas, CTT, Bancos e Multibancos.

 

Órgãos de Informação

O Povo de Guimarães

Propriedade/Editor: O Povo de Guimarães

Fundação: 1977

Telefone: 253 412 767

Periodicidade: Semanal

 

Elo – Revista do Centro de Formação Francisco de Holanda

Propriedade/Editor: Centro de Form. Francisco de Holanda

Fundação: 1994

Telefone: 253 513 073

Periodicidade: Anual

 

Pároco

José António Fernandes Antunes

Telefone: 253 420 000

 

Destaque

Plataforma das Artes e da Criatividade

A Plataforma das Artes e da Criatividade surge no seio da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012, com o objectivo claro de dinamizar o antigo Mercado de Guimarães, convertendo-o num espaço multifuncional, dedicado à actividade artística, cultural e económico-social. Tendo envolvido um processo de alterações infraestruturais, este equipamento inclui um novo e imponente edifício de superfícies vidradas e de cobre, com 11 mil metros quadrados de área. Este centro de artes contém espaços dedicados a três grandes áreas programáticas: O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (que acolhe a Colecção José de Guimarães com peças de Arte Tribal Africana, de Arte Arqueológica Chinesa, de Arte Pré-Colombiana e obras da autoria do próprio artista), os Ateliers Emergência (espaços de trabalho vocacionados para jovens criadores que, em diversas áreas de actividade, pretendam desenvolver projectos de carácter temporário, impulsionando uma dinâmica criativa que contagie toda a plataforma) e os Laboratórios Criativos (gabinetes de apoio empresarial destinados ao acolhimento e instalação de actividades relacionadas com as indústrias criativas, apostando na inovação e projectos empreendedores). Este centro de artes tendo vencido recentemente o Prémio Internacional de Arquitectura, constitui-se também como um espaço único de visita no concelho vimaranense.

São Sebastião

sebastiao

 

Memória Descritiva dos Símbolos Heráldicos

Torre sineira – Representa o património religioso, invocando a torre de 1570.

Ramos de oliveira – Representam a actividade agrícola enquanto actividade económica.

 

Caracterização

É a mais meridional das freguesias que formam o núcleo urbano da cidade de Guimarães. É delimitada pelas freguesias de São Paio, Oliveira do Castelo, Creixomil, Urgezes e Costa. Esta freguesia contém espaços que até ao século XIX, eram considerados os arrabaldes de Guimarães. Nesse espaço peri-urbano localizam-se várias unidades fabris desactivadas, como a zona de Couros fortemente ligada à indústria dos curtumes, desde a Idade Média. Esta zona foi recentemente alvo de importantes intervenções de requalificação urbana.

 

Síntese Histórica

Como as restantes freguesias da urbe vimaranenses, São Sebastião teve uma instituição paroquial tardia, possivelmente no século XIII. Devido à destruição da igreja de S. Sebastião, em 1892, o templo do extinto Convento de Santa Rosa de Lima passou a assumir funções de igreja paroquial desta freguesia.

Esta freguesia possui espaços e imóveis de grande impacto artístico e visual como o denominado Campo da Feira, onde se localiza a cenográfica igreja setecentista dos Santos Passos, cujo projecto pertence ao arquitecto bracarense André Soares. Destaca-se ainda, o Convento de São Francisco com as suas dependências conventuais, cuja capela-mor foi edificada com o apoio da primeira duquesa de Bragança D. Constança de Noronha. Na capela-mor sobressai uma das obras-primas da talha portuguesa: o magnífico retábulo desenhado por Miguel Francisco da Silva e de cuja execução se ocupou, em 1743, Manuel da Costa Andrade. Ao lado desta instituição monástica situa-se a Capela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco (século XVIII). No Toural, encontramos a neoclássica Basílica de São Pedro, cujas obras se arrastaram ao longo dos séculos XVIII e XIX e a Casa do Fidalgo do Toural, exemplar de imóvel brasonado setecentista. Esta freguesia possui no seu seio duas instituições monásticas femininas: os extintos conventos da Madre de Deus e de Santa Rosa de Lima. O Convento da Madre de Deus é fundado em 1681, por Catarina das Chagas. Em 1918, instala-se neste imóvel o Centro Juvenil de São José. Actualmente, o interior da igreja está decorado com um retábulo-mor oitocentista de proveniência desconhecida, por dois altares laterais (1739) deslocados do extinto Convento de Santa Clara de Guimarães e por seis painéis de azulejos figurativos (século XVIII). O Convento de Santa Rosa de Lima é fundado em 1680 nas casas do hospital ou albergaria de S. Roque, administradas pela Confraria da Senhora da Graça. Nesta instituição, durante o século XVIII, trabalharam diversos mestres pedreiros e entalhadores oriundos de Braga e do Porto.

[Autoria: António José Oliveira]

 

Locais de Interesse Turístico

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Toural

Instituto de Design (UM) – Zona de Couros

 

Património Cultural Imóvel

Igreja de São Francisco, Cruzeiro do adro da Igreja de S. Francisco, Frescos do convento de S. Francisco, Igreja e Oratórios de N.ª Sr.ª da Consolação e Santos Passos (S. Gualter) e Igreja do convento das Capuchinhas ou da Madre de Deus (Imóveis de Interesse Público); Igreja de São Sebastião, Igreja de São Pedro, Capela de São Francisco, Capela de São José, Nicho e Solares.

Eventos

Nicolinas (Nov./Dez.), Festas Gualterianas (Jul./Ago.) – inserem-se nas antiquíssimas feiras que, desde o tempo de D. Afonso V, se realizavam em Guimarães, sob a invocação de S. Gualter. Discípulo de S. Francisco de Assis, este frade, que viveu no século XIII e escolheu Guimarães, em 1216, para aqui lançar os fundamentos de um convento franciscano, passou a ser venerado como patrono da cidade e com festa no primeiro domingo de Agosto. Como a feira anual se realizava, no primeiro sábado de Agosto, coincidindo com as festas e devoções em honra de S. Gualter, assumiu também esta a invocação do santo patrono. Em 1906, por iniciativa da Ass. Com. e Ind. de Guimarães, e com o objectivo de reanimar as seculares feiras de S. Gualter, foram criadas as Festas da Cidade e Gualterianas, as quais seriam logo marcadas por uma interessante inovação – a introdução de um cartaz de festas que jamais se perderia. Ao longo dos anos, o programa foi ganhando corpo e consistência, ressaltando a Marcha Luminosa. Estas festividades assumem-se como importante cartaz turístico e umas das maiores e características da região.

 

Artesanato

Madeira e pedra (João Leite – 968 679 116)

 

Filhos Ilustres da Terra

João Pinto C. T. de Sousa da Silva – Vereador do Senado da Câmara de Guimarães, Embaixador Enviado à Corte do Rio de Janeiro junto de D. João VI (1791 – 1833)

Francisco Martins Sarmento – Escritor e arqueólogo (1883-1899)

Guilherme de Faria – Poeta e editor (1907 – 1929)

Duarte Freitas do Amaral – Político – Estado Novo (1909-1979)

 

Padroeiro/Festividades

S. Sebastião (Padroeiro – 19 de Janeiro)

 

Equipamento e Serviço Social

Jard. Infância, Creches (4), Cantina Escolar, Polidesp., Centro Dia, Salão Paroq., Sede da Junta, Lares (2), Cap. Mortuárias (2) e Apoio Domiciliário (Ass. Fraterna).

 

Serviços

Unidades Hoteleiras, Turismo Habitação, Farmácia, Clínica, Consult. Médico, Lab. Análises Clínicas, Banco e Multibanco.

 

Freguesia em Números

Área (i): 40,75ha

Abastecimento de Água – Rede Pública (ii): 100%

Saneamento Básico (ii): 90%

Iluminação Pública (ii): 100%

Transportes (ii): TUG

Habitantes (iii): 1976 (H-905 M-1071) Eleitores (iv): 1939 (H-871 M-1068)

Alojamento (iii): 1033                           Famílias (iii): 773

Faixas Etárias (iii): 0/14-219 15/24-213 25/64-985 65 ou mais-559

Habilitações (iii): Nenhuma-290 Básico-1021 Secundário-301 Superior-364

[Fontes: i. Câmara Municipal Guimarães; ii. Junta Freguesia; iii. INE Censos 2011; iv. DGAI]

 

Pároco

José António Fernandes Antunes

Telefone: 253 420 000

 

Destaque

Zona de Couros

De norte a sul do País registaram-se vários aglomerados populacionais que dependiam da transformação das peles em couros. Em Guimarães, existem registos documentais que consubstanciam a forte ligação da população às operações de curtimenta que remontam ao séc. XIII. A Ribeira da Costa/Couros adquiriu o seu nome, porque nas suas margens se instalou um bairro industrial de curtumes, visto ser uma actividade que necessita de água em abundância.

Em meados do sécúlo XX ainda laboravam algumas unidades industriais, onde a transformação das peles em couro obedecia a práticas ancestrais conjugadas com algumas incursões tecnológicas. Em Julho de 1977, o núcleo industrial foi classificado de Imóvel de Interesse Público. No ano de 2001, ocorreu uma primeira intervenção no quarteirão de Couros, com a construção do Complexo Multifuncional onde se encontra a Pousada de Juventude, o Cybercentro e a Cooperativa de Apoio Social Fraterna. É também neste ano que a Zona de Couros fica inscrita, na Lista do Património Mundial da UNESCO. No ano de 2006, nasce uma parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho com o projecto CampUrbis – que tem como objectivo a recuperação de uma área de 10ha no quarteirão de Couros. Com este projecto existe ainda a possibilidade de desenvolver outras iniciativas.